quinta-feira, 23 de abril de 2009

Abra aspas, irei falar

Posso olhar para trás ver a estrada em que passei os mais belos caminhos que trilhei.
Estes por onde passei, após, os continuei... Os mais difíceis enfrentei, ultrapassei, mesmo que um pouco demorado, cheguei.
Dos mais fáceis tirei proveito e o restante do tempo, usei.
As mais belas amizades, conquistei, aproveitei, ajudei, continuei....
Hoje vejo as muitas que tenho e sabem desfrutar de tudo que aprendemos, construímos e vivemos.
Existem também aquelas distantes, mas que não as deixo de reconhecer, são amizades, as que construí, vivi e que muito me dei.
Poucas as que reconhecem todos os momentos, o quanto por elas fiz e compartilhei, e por quaisquer motivos banais, deixam de significar, pouco parecem se importar... Há também aqueles poucos momentos em que se recordam, que precisam e sendo assim se aproximam.
Como caracterizar essas tantas amizades?!
Diria... Amizades.
Não me importa o tempo em que estão ao meu lado, compartilhando de meus momentos, de meu trabalho, de meus sentimentos, se é muito ou pouco, tempo nenhum... Aqui estou, quando com elas estive, passei e aprendi a ser o que sou!
Muitas as vezes que por elas desfiz e desisti de tantos querer, digo em tempo, em dia, em lugares, em pessoas, em minhas vontades... E se me arrependo?
Como disse, fui o que sou e não me arrependo, a todos que com minhas decisões sofreram, fui sincera como sou. Posso não ter dito palavras o bastante e também não conforta-lás o suficiente, mas jamais escondi o que eu desejava no momento, o que sentia e claro o que também não sentia, com certeza os que com minhas nem sempre doces atitudes lidaram, algo aprenderam.
Muitas delas comigo hoje estão sã e salvas, recuperadas. Minha leve consciência seja ela boa às vezes ruim, foi sincera, posso ter sido a primeira, mas de muitas que irão ser. Como aqueles que me foram e que ainda irão ser, mas que se não fosse estes, eu jamais construiria, seria o que sou
e saberia o que sei.